COMENTÁRIOS SOBRE OS SUPOSTOS

“12 ERROS DO PASTOR FRIDOLIN JANZEN REFUTADOS”

 

 

Em outra lista de discussão aconteceu um ataque desproporcional, cheio de contradições e inverdades a esta tradução. Creio que os participantes desta lista têm condições de pesquisar por conta própria para verificar onde está a razão. Sendo que os meus protestos não foram enviados aos participantes daquela lista, publico parte de uma correspondência enviada.

Sendo que não tenho nada a temer, coloco o *.pdf à sua disposição para avaliação e comentários, caso desejem. Aqui não se pratica censura. http://www.baptistlink.com/creationists/12erros.pdf

A leviandade do referido crítico é demonstrada pelo fato da calúnia e inverdade a meu respeito ter sido colocada no topo da página de abertura dos artigos por ele administrados, tachando-me de arminiano. http://www.baptistlink.com/creationists/ Não sou e jamais fui arminiano. Veja a nossa declaração de fé: www.batistas.net

Com a mesma leviandade escreveu os outros itens, de acordo com o que lhe vinha na mente, sem nenhuma pesquisa ao que tudo indica.

Creio que o caminho do conhecimento e do aperfeiçoamento segue por uma discussão acadêmica educada e não com agressões pessoais. Recuso-me a me rebaixar a este nível. O NT ainda está sendo aperfeiçoado. Creio, por isso, que as críticas pejorativas foram um pouco prematuras, porque queremos ouvir críticas para aprimorar o trabalho. Após o término do trabalho os críticos podem fazer o que querem mas trarão juízo sobre si, porque a opção da crítica foi colocada à disposição.

Sendo que o nosso objetivo não é financeiro, não temos nada a ganhar nem a perder. O nosso desejo consiste na vitória da verdade.

O direito de resposta naquela lista será dado e será baseado em fatos e não sentimentos.

 

 

abraços fraternais,

 

Pastor Fridolin Janzen

 

Escreve o irmão Marcelo Dornelles

 

Pr.Fridolin,

É realmente de impressionar como um pastor fundamentalista (Pedro Almeida ) pôde usar uma linguagem tão violenta, chula talvez.

Pela força desproporcional usada na argumentação inconsistente do referido e-mail-ataque ficam-se três impressões:
1) Ou ele é dotado de um fanatismo desregrado , sem peias, onde ele confunde a contundência de ataques com a 'defesa da fé' para a qual todos nós salvos somos chamados.
2) Ou ele é um testa-de-ferro a serviço de um 'poderoso' esquema de grande interesse econômico, portanto está sendo usado por esse a fim de promover um choque mental aos leitores mais incautos;
3) Ou imaturidade.

De onde esse pr. Almeida tirou a idéia sub-reptícia de que o sr. é arminiano? Por que se promove uma difamação desse nível?

Como se explicar uma contradição auto-evidente no texto '12 erros.pdf' onde se diz "mas também a péssima qualidade das mesmas, usando vocabulário fraco" e logo abaixo, pulando apenas uma linha lemos "parei no primeiro capítulo de Mateus,"?

É mais do que óbvio que há algo de estranho no ar. Se não, por que a contradição acima apresentada? Por que a difamação?

Que não concorde com a existência de tantas versões, tudo bem, mas que se use então apenas argumentos claros, racionais, livre de emocionalismos excêntricos (surpreendentes, por sinal, vindo de um pr. fundamentalista) mesmo que seja em sites fundamentalistas, como se tem usado desse expediente para os ataques difamatórios.

Enfim pr Fridolin, somente nosso Senhor poderá julgar as intenções da cada coração, ficando a cada um de nós salvos, a consciência para julgar, sendo Deus maior que nosso coração. Somente torço que por de trás de tudo isso não esteja a máxima de Maquiavel: os fins justificam os meios, onde para se manter o status quo da 'única fiel' tenha-se partido traiçoeiramente na direção em que vimos naquele infeliz ataque.

Querem dividir o talvez um dos últimos redutos não apóstatas e fiel do planeta, os fundamentalistas batistas? A tática da guerra é simples: dividir para enfraquecer.

Um abraço

Marcelo Dornelles



 

Para quem se interessar segue a correspondência com o irmão Hélio de Menezes em torno dos supostos “12erros”

 

----- Original Message -----

From: Fridolin Janzen

To: 'Hélio de Menezes Silva'

Sent: Thursday, December 29, 2005 7:43 PM

Subject: O NT FJ

 

Amado irmão Hélio,

 

abraços fraternais!

Amado irmão, fiquei surpreso ao receber o artigo do Pr. Pedro Almeida como anexo via yahoogrupos.

Quando um tempo atrás enviei a minha resposta ao que ele escrevera, o Sr. decidiu não enviar a mesma ao grupo, afirmando que era uma questão pessoal com ele. Agora que ela vem, supostamente refutada pelo Pr. Pedro Almeida, totalmente tirada fora do contexto, cheia de termos pejorativos, mentiras, contradições e distorções, ela é enviada ao grupo. Sou obrigado a crer que o Sr. não leu a mesma, de outra maneira não a teria enviado, ou eu tenho me enganado a Seu respeito durante esses anos de contatos. O artigo nega o Cristianismo Bíblico nos seus preceitos mais elementares: amor, respeito mútuo, bondade, justiça, verdade. Não é com adjetivos desproporcionais que se trava uma discussão acadêmica. O Sr. que trabalha na faculdade deve saber disso melhor do qualquer pessoa.

Qualquer pessoa pode discordar de se publicar uma nova versão da Bíblia, como aconteceu quando a King James foi traduzida, porque havia traduções anteriores; qualquer pessoa pode discordar com essa ou aquela palavra, ou até com a metodologia envolvida, mas a discussão sempre deve acontecer com respeito mútuo, ética e com argumentos sólidos. Jamais devemos travar batalhas pessoais com outros. Travamos uma batalha de idéias, de conceitos. Biblicamente é me vedado julgar as intenções do próximo. Creio que todos nós queremos o melhor para o Reino de Deus. Todas as críticas são bem-vindas, mas quem é o ser humano para querer impedir que outro filho de Deus desempenhe um trabalho que julgue fundamentalmente necessário para os nossos dias. Jamais me atreveria a querer ocupar o lugar de Deus na vida de outro irmão ou outra irmã. Esse é um atrevimento de o ser humano se elevar ao patamar divino. Essa não é a nossa competência e um grave pecado contra os princípios das Sagradas Escrituras e a direção do Espírito Santo na vida do crente.

O mínimo que aguardo é um pedido de desculpas, senão um pedido de perdão. Se isso não acontecer considero o irmão Pedro desqualificado para o ministério. E se houver qualquer sentimento de justiça da Sua parte, saiba que o ofendido deve sempre receber o mesmo espaço para se defender, daquele recebido pelo ofensor (isso inclusive é uma lei federal, o direito de resposta).

Se esse é para ser o nível do fundamentalismo, sinto-me envergonhado de assim ser chamado!

 

Abraços fraternais de seu amigo e irmão envolvido no combate às forças espirituais das trevas, e não a irmãos em Cristo envolvidos nesta batalha!

 

Pr. Fridolin Janzen

 


De: Hélio de Menezes Silva [mailto:helio-nira@superig.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 29 de dezembro de 2005 21:07
Para: Fridolin Janzen
Assunto: Re: Demos o incidente por encerrado, após minha carta explicativa.

 

Pronto, Pr. Fridolin, estou de volta.

Li seu email.

Reitero q. foi um certo moderador do grupo, Pr. Timóteo Sanches, quem enviou o artigo do Pr. Pedro Almeida para toda a lista. Retirei o privilégio de moderador, do Pr. Timóteo. Aliás, doravante somente eu sou moderador do grupo (havia cerca de 8 ou 10 moderadores).

Analisando o mérito do assunto:
a) De um lado, identifico-me muito com Pedro, em muitas, muitas áreas. Mas eu não teria escrito o artigo dele com as mesmas palavras e o mesmo espírito.
b) De outro lado, identifico-me bastante com o senhor, Pr. Fridolin, e quero lhe dar o benefício da dúvida, isto é, quero crer que, dado tempo suficiente, o irmão se concentrará apenas na versão formal-2a. pessoa - transliteração de nomes e títulos - tradução de tudo o mais - uso de itálicas. Se isto acontecer totalmente, eu poderei mesmo recomendar sua Bíblia, online, a meus parentes e amigos, para uso como uma Bíblia secundária, subalterna à ACF. Se ocorrer somente 99%, eu não a recomendarei, mas também não a combaterei. Se as outras versões, prticularmente as INformais, continuarem a ser disponibilizadas, acho que terei que ser bastante contrária a elas.

Pretendo enviar ao grupo a mesma carta expondo meu posicionamento, que eu lhe enviei pela manhã. Acho que não tem nada que lhe ofenda, nada que lhe insulte, nada que lhe distorça. Acho que é bem equilibrada e informativa. Depois disso, peço-lhe que demos o atual incidente Pedro-Timóteo por encerrado, sem réplicas da sua parte, nem tréplicas da parte de Pedro / Timóteo. Notemos que Pedro não tem culpa do artigo dele ter sido publicado no boletim, a culpa toda foi de Timóteo, mas ele já está suficientemente punido, tendo perdido o privilégio de moderador (antes, tudo que ele escrevia ia automaticamente para todo o grupo, sem ter que ser aprovado por mim. Agora, tudo que ele escreve tem que receber minha aprovação).

Se assim fizermos, se dermos o caso por encerrado após minha carta explicativa, será melhor para todos os nossos propósitos (meus, do grupo, seus, de Pedro, de Timóteo, etc.). Acima de tudo, será melhor para o movimento fundamentalista como um todo, e para a causa de Cristo.

OK?

Deus te abençoe.

Hélio.

 

Amado irmão Hélio,

agradeço pela Sua rápida intervenção, creio, porém, que somente isso não resolve a questão.

Os participantes de Sua lista leram as mentiras, meias-verdades, distorções e generalizações do Pr. Pedro e o Sr. deseja que essa seja a impressão permanente nos participantes de Seu grupo? Mesmo se o artigo não devesse ter chegado ao grupo, ele foi enviado.

Um irmão da igreja, que oportunamente entra no site para ler os artigos, me confidenciou que enquanto lia as agressões do Pr. Pedro no computador, a esposa dele viu e começou a ler o artigo. Ele teve que pedir para ela se retirar porque estava prestes a desabar em prantos com esse nível baixíssimo do fundamentalismo. Sem a permissão de uma resposta o Sr. estará se nivelando a ele, desculpe-me a franqueza.

Respeito a opinião do irmão, cujo nome não é citado (creio que deveria ter sido citado), que pede a me desencorajar a continuar com o projeto. Assim como o mesmo deseja que eu pare com o projeto, muitos outros, até pastor fundamentalista desconhecido, entraram em contato comigo dizendo que estão orando pelo trabalho de tradução, porque sentem a necessidade da mesma. Essa histeria que foi criada em torno das 6 versões é totalmente infundada. As diferenças entre uma e outra versão consistem meramente na transliteração, nos pronomes e na pessoa do verbo. Em absolutamente nada o sentido é alterado. O fundamentalista deveria ser um homem de verdade.

O irmão que escreve de Portugal não sabe por quê a Trinitariana não é difundida naquele país. Eu sei o por quê,  porque estive lá. O português de Portugal é diferente do português brasileiro. A ACF precisaria ter uma versão no português de lá. Será  necessário ter uma sétima versão minha para Portugal. Portugal fala um português diferente do brasileiro e por isso usa uma João Ferreira de Almeida compreensível aos portugueses (se é TR ou não, não sei). Recebi um pedido de autorização para que o material de discipulado que usamos pudesse ser transposto do português brasileiro para o português africano. Haverá a necessidade de uma oitava versão no português africano! E se o português no Timor Leste for ainda diferente, teremos uma versão naquele português se alguém se dispor a fazê-lo. Querido irmão Hélio, rodei parte do nosso planeta várias vezes, falo fluentemente vários idiomas, estudei no Brasil, no Canadá, na Alemanha, na Itália, na Suíça e nos EEUUA. Isso não é self-service, isso é levar a Palavra de Deus na linguagem das pessoas para as pessoas. É nossa obrigação. Permita-me argumentar na “carne” como fez o apóstolo Paulo. Não posso permitir que a ignorância das pessoas ditem as regras do jogo. Não posso permitir que dogmas incoerentes que sem ponderação foram levianamente estabelecidos, sendo desmascarado com fatos, sejam emocionalmente mantidos. Isso se chama fanatismo e é incompatível com o fundamentalismo Bíblico. Quando a argumentação ultrapassa o limiar da sobriedade adentra o mundo sectário. Pelo que observo, algumas pessoas do grupo estão lá ou quase chegando lá. E o próprio inferno se regozija disto.

O Pr. Thomas Guilmer, que já lecionou aqui em Campo Grande, e foi presidente da SBTB (não sei se ainda é), também foi presidente da RRB de Curitiba, não pratica o que os irmãos reivindicam. Pelo que tenho visto na rádio de Curitiba, por um tempo dirigida pelo filho do Pr. Thomas, não sei se ainda é, todo tipo de versão era usado. Entre na rádio da internet e ouça para confirmar o que estou dizendo. Os irmãos aguardam desnecessariamente por uma postura da SBTB que ela não tem e a meu ver jamais terá. Se de todo não puderem apoiar o meu trabalho, sugiro que atualizem JFA original (baseado no TR) e lancem a sua própria versão com as correções que a ACF parece não querer ou não poder fazer (envolve muito dinheiro). Mas deixem de pressionar e criticar o que a SBTB não está disposta a fazer, e agora finalmente é encabeçado por alguém. Se não puder concordar é preferível criar algo com que possa concordar do que ficar destruindo o que outros edificam. Guarde bem o que escrevo: Pedro Almeida não será considerado inocente diante de Deus pelo que escreveu. Ninguém ataca a integridade ética e moral de um servo de Deus baseado meramente no trabalho que está sendo desempenhado sem receber a justa retribuição divina.

O meu trabalho está em andamento. Todas as críticas e sugestões são bem-vindas, analisadas e avaliadas. Não há necessidade de pressão emocional. O irmão sugere que eu translitere os nomes e tenha somente uma versão. Sugiro-lhe um desafio: faça uma “provinha” para os membros de igrejas colocarem o significado destes nomes transliterados para ver se os conhecem. Diabo, Satanás, Cristo, etc. Quando o leitor original do grego lia “diabo” ele entendia  “caluniador”, quando lia “satanás” entendia  “adversário”, quando lia “Cristo” entendia “Ungido” por quê razão vamos tirar este privilégio do leitor atual? Se o leitor optar pela versão “transliterada” (que eu pessoalmente prefiro porque entendo o significado de todas as palavras transliteradas) mas nego-lhe a oportunidade de ter uma versão “traduzida” eu tiro dele a opção de facilmente obter o significado destas palavras. Não tem nada de self-service nisso. É somente fazer o que há muito tempo deveria ter sido feito.

Espero receber do Sr. o direito de defesa e depois daremos o incidente por encerrado. Da maneira que está transmite mais a impressão de época de ditadura do que discussão acadêmica aberta. O Sr. poderá até acrescentar que não concorda necessariamente com o que escrevo mas concedeu o direito de resposta devido ao artigo anterior.

 

abraços fraternais,

 

Pr. Fridolin