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SEGUEM VÁRIAS OPINIÕES SOBRE O USO DO “TU” OU DO
“VOCÊ” NA TRADUÇÃO DA BÍBLIA Prezados amigos,
sendo que algumas pessoas estão gerando muita polêmica,
desnecessária a meu ver, a respeito da questão de usar o "você" como
segunda pessoa na tradução do Novo Testamento, inclui no anexo as instruções do
vestibular da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (2006) para o texto
publicitário que deveria ser escrito. Veja nas instruções do
primeiro parágrafo na letra e): e) no que se refere aos recursos lingüísticos
propriamente ditos: predomínio da 2ª. pessoa – você(s) – para criar um “clima” de
intimidade entre os envolvidos (produtor/leitor ou ouvinte); uso de vocativos e
de frases interrogativas; emprego do imperativo para levar o destinatário a um
“dever-fazer” (comprar o produto anunciado; adotar um dado comportamento). “Você” já é considerado
segunda pessoa e creio eu, partindo de uma faculdade federal, deveria colocar
um ponto final na discussão do assunto. A opção continua aberta, para aqueles
que preferem o “tu” o NT está aí, e para aqueles que preferem o “você” também
permanecerá como opção. Teve irmão que queria impor o “tu”, dizendo que Deus
escolhera o “tu”, e querendo pressionar desta maneira. Deus usou a segunda
pessoa, e esta na língua portuguesa na atualidade é o “você”. Continuo revendo os
textos para fazer alterações mínimas mas necessárias
que continuam aparecendo. Agradeço pelas orações e colaborações. Abraços fraternais em
Cristo, Pastor Fridolin Janzen PROCESSO SELETIVO UFMS 2006 – VERÃO REDAÇÃO O texto publicitário (anúncio, informe, campanha) tem
como principal objetivo envolver, seduzir o destinatário a fim de levá-lo a
adquirir um certo produto ou a agir de uma determinada
forma. Para tanto, utiliza diferentes recursos como, por exemplo: a) predomínio
das funções apelativa e fática, visando a impressionar o outro
(leitor/ouvinte); b) uso de uma linguagem que, do ponto de vista formal, prima
pela agradabilidade, pela originalidade e pela
facilidade de leitura, de modo a persuadir mais facilmente; c) emprego de
palavras tanto com sentido denotativo (palavra univalente, termos técnicos)
quanto conotativo (palavra plurivalente,
figuras de linguagem); d) abordagem coloquial, parcial (objetividade
relativa), em busca do envolvimento – sobretudo emocional – do destinatário; e) no que
se refere aos recursos lingüísticos propriamente ditos: predomínio da 2ª. pessoa – você(s) – para criar um “clima” de intimidade entre
os envolvidos (produtor/leitor ou ouvinte);
uso de vocativos e de frases interrogativas; emprego do imperativo para levar o
destinatário a um “dever-fazer” (comprar o produto anunciado; adotar um dado
comportamento). No caso da proposta de redação do Processo Seletivo
UFMS 2006 - Verão da UFMS, devido ao gênero (campanha publicitária) solicitado,
espera-se que o candidato possa criar um texto do tipo argumentativo, já que o
objetivo maior é persuadir o público-alvo (a sociedade, os governantes) a agir
de uma determinada forma: desperdiçar menos e doar mais (alimentos, recursos)
para a população de baixa renda, pois a questão, como se vê nos textos-base,
não é a falta de alimentos. Como base para sua argumentação, o candidato pode
utilizar as informações do Painel de Leitura, de modo a tornar seu texto mais
fidedigno. Além disso, pode valer-se de um ou de vários dos recursos descritos
acima, o que depende de sua maior ou menor familiaridade com o texto
publicitário. Na avaliação, além de verificar a pertinência do assunto e do
gênero/tipo textual, deve-se considerar: 1) se o texto é coerente, claro e se
os recursos de coesão presentes são adequados para articular as idéias
apresentadas; 2) se, apesar da coloquialidade que
caracteriza esse gênero textual, não há desvios sérios da norma culta da língua
escrita; 3) se o texto traz algum grau de originalidade na abordagem de um tema
que não prima exatamente pelo ineditismo. Uma vez que o candidato, no dia-a-dia, está
constantemente exposto ao texto publicitário, em suas várias vertentes
(anúncio, informe, campanha), não só através da mídia, mas também por meio do
livro didático (que tem explorado bastante esse gênero textual), acredita-se
que não apresente maiores dificuldades para elaborar sua redação. Quanto a
prever como ele construirá o raciocínio ou que argumentos
mobilizará em defesa de seu ponto de vista, é difícil – senão impossível
– estabelecer parâmetros seguros, uma vez que a publicidade inclui-se entre os
gêneros que incitam à inovação, não apresentando, portanto, uma cenografia
preferencial. A proposta de redação do Processo Seletivo UFMS 2006 -
Verão da UFMS difere, pois, das propostas anteriores, inspiradas no modelo do
ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), que se baseavam num esquema fixo,
bastante previsível, que pode ser traduzido na relação problematização
do tema → proposta de solução, além de se aterem a um único tipo de
texto: o dissertativo-argumentativo, desvinculado de um gênero preciso. Assim, o candidato, ao ser exposto a textos de
diferentes tipos e gêneros, poderá desenvolver, de forma mais ampla, sua competência
textual, tornando-se um leitor/escritor proficiente, o que vai ao encontro dos PCNs (Parâmetros Curriculares
Nacionais de Língua Portuguesa), que propõem os gêneros textuais como objeto de
ensino, e das próprias expectativas da Universidade quanto a seus (futuros)
integrantes. COPEVE
http://www.copeve.ufms.br/Vst2006v/ Sobre TU
versus VOCÊ -hms Amado irmão PR. Fridolin: A questão do TU versus VOCÊ é muito simples: a) Se é verdade que nem todos FALAM usando tu, observarmos
que o importante é que absolutamente todos, mesmo os mais
iletrados, ENTENDEM perfeitamente ao lerem e ouvirem tu e vós (e até acham
mais bonito, mais nobre). Portanto, o argumento de "a maioria fala
'você' mais frequentemente que 'tu' " não tem
força nenhuma! b) Muitas e muitas vezes o uso da 2a. pessoa faz a frase inambígua, e o uso da 3a. pessoa a torna ambígua. Por exemplo: - "José, quero que vás com teu amigo João, até à casa
de tua irmã Maria, pedir um remédio para tua irmã Marta."
Nenhuma ambigüidade. - "José, quero que vás com teu amigo João, até à casa
de sua irmã Maria, pedir um remédio para tua irmã Marta."
Nenhuma ambigüidade. etc. c) Mais importante, decisivo, é que devemos respeitar o que
Deus escolheu ao ditar as palavras às mentes dos escritores. Não temos o
direito de mudar modo (e.g. de indicativo para subjuntivo), nem número (e.g. de
singular para plural), nem pessoa (e.g. de 2a para 3a pessoa) dos verbos
que Deus usou.
Alem disso, penso que, sempre que se abandona a maxima maximorum fidelidade e
formalidade, então nem se ganha o respeito dos fundamentalistas que desejam a maxima maximorum fidelidade e
formalidade, nem se ganha o agrado dos antifundamentalistas... Deus te abençoe. Hélio Irmão: Deus nos abençoe, à medida que nos esforçamos para melhor obedecê-Lo. HÉLIO Prezado irmão Hélio, queria tecer algumas idéias sobre as questões que o irmão
escreveu.
a)
Não quero colocar em
dúvida a sua colocação de que na sua região as pessoas entendam perfeitamente o
“tu” e o “vós”. O mesmo não é o caso para a nossa região. Tanto é que a maioria
das pessoas sequer sabe diferenciar entre o “vos” e o “vós” na pronúncia no
momento da leitura. Fiz questão de colocar uma enquete
sobre o assunto no grupo de discussões. Tentarei levar esta enquete
diretamente para a página de abertura do site.
b)
Concordo plenamente
com a ambigüidade. Por esta razão creio que o povo na sua sabedoria resolveu o
problema diferenciando entre o “teu” e o “seu” mesmo falando na terceira pessoa
no português informal. Creio que a reforma da língua portuguesa cometeu um
grande equívoco ao não incorporar estas mudanças no português formal. No meu
entendimento a versão mais próxima do coração do povo será a Versão Terceira
Pessoa Informal Traduzida ou Transliterada. As mesmas ainda não se encontram na
internet e vou trabalhar no texto ainda. Quando Lutero traduziu a Bíblia para o
alemão ele fez exatamente isto, fez um texto de acordo com o costume popular,
diferente de tudo que se havia visto até aquela data.
c)
Quando tratei o
assunto com o irmão Marcelo, o mesmo me disse que ele já aprendeu na escola que
“você” é segunda pessoa. A conjugação do verbo “andar” ,
de acordo com o que se pratica efetivamente no Brasil seria: Eu ando, você anda, ele anda, nós andamos, vocês andam, eles
andam. Creio eu que no uso do “você” estamos exatamente dentro da vontade de
Deus, porque também Ele, se caminhasse pelas ruas de Campo Grande, certamente
não empregaria um pronome obsoleto para se comunicar com a população. Creio que
a Palavra de Deus não deve ser nem arcaica nem vulgar, mas na linguagem do povo
com todo o respeito. É exatamente isto que procurei fazer.
d)
Na minha tradução não
procurei agradar em nenhum momento os fundamentalistas, nem procurei desagradar
ou agradar os antifundamentalistas, mas procurei e
procuro agradar somente a Deus. Não me incomodaria se nenhum fundamentalista
usasse a tradução. Se o meu interesse fosse financeiro meu pensamento seria
diferente. O objetivo primário foi fazer uma tradução para uso próprio. Quando
outros irmãos ficaram sabendo motivaram-me muito para fazer uma tradução para
ser publicada, devido ao fato da única tradução do Textus
Receptus disponível na língua portuguesa ser bastante
desatualizada. Respeito todo e qualquer irmão que
tiver opinião diferente e não procuraria convencê-lo a adotar a minha, mas recebi
uma enorme incumbência Divina no meu chamado para o ministério para tornar a
vontade de Deus compreensível (não se confunda com simplificada) ao pecador,
para que se possa arrepender e crer no Senhor Jesus
Cristo e ser salvo. Que a Graça nos acompanhe nesta
nobre tarefa que nos foi outorgada de buscar e seguir a Vontade de Deus! Abraços fraternais, Pastor Fridolin Janzen Prezados amigos, agradeço a todos que estão enviando sugestões.
Sendo que tenho todas as tarefas do pastorado a serem desempenhadas, e o
trabalho com a Palavra de Deus não pode ser feito levianamente, a revisão será
feita num ritmo lento, sem atropelos. Uma dúvida constantemente levantada é em
relação ao “tu” ou “você” na tradução. Creio que algumas pessoas andam um pouco
desatualizadas quanto ao uso de fato da segunda pessoa na língua portuguesa.
Aqui na nossa região, Campo Grande, MS, o “você” é considerado como sendo a
segunda pessoa e o “tu” já caiu em desuso. Muitas pessoas nem sequer sabem
diferenciar na pronúncia entre “vós” e “vos” na
leitura da Palavra de Deus. Em outras regiões o “tu” é considerado como sendo
segunda pessoa. Esta também é uma explicação por ter mais de uma versão. Nos links abaixo pode analisar o que os eruditos do assunto têm
a dizer sobre o uso do “tu” e do “você” (que o “você” já é considerado como
sendo segunda pessoa):
http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno13-01.html
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/a00005.htm
http://educaterra.terra.com.br/sualingua/05/05_tu_voce.htm
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=gramatica/docs/aconfusaoentretuevoce Para o português africano seria
necessário mais uma versão diferente e para o português de Portugal outra. As
minhas 6 versões ainda não cobrem o espectro todo das diversas línguas
portuguesas que se falam pelo Brasil e pelo mundo. Se 8 versões causam confusão
na mente de algumas pessoas, é na mente das pessoas que pouco viajaram pelo mundo e não sabem que existe mais de um
português falado no mundo é que podem causar confusão. O leitor terá somente
uma versão em mãos a qual não gerará nenhuma confusão. Delimitando-se ao português
individualmente falado nas diversas regiões, existem sempre somente duas
versões: uma transliterada e outra traduzida. A versão traduzida somente
esclarece melhor a transliterada para quem não conhece o verdadeiro significado
da palavra transliterada. De maneira alguma elas se contradizem. De maneira
alguma uma versão é a “pura” e a outra a “impura”. Quem assim as classifica precisa se aprofundar um pouco mais no
assunto. A maioria das pessoas não sabe que a palavra “Cristo” significa “Ungido” na língua portuguesa. Para quem não tem este
conhecimento a versão traduzida será de grande ajuda. Para quem tem
conhecimento disto não fará diferença que versão estará usando. Outra questão que foi levantada foi
quanto ao uso de determinadas palavras. Em Mateus 1: 25. eu
traduzi: Mas não teve
relações com ela até que desse à luz ao seu filho primogênito, e chamou o seu
nome de Jesus. Foi traduzido “teve relações” no lugar de
“a conheceu” e foi designado como sendo “tradução por equivalência dinâmica”.
Quem já traduziu algum texto de uma língua para outra sabe que é impossível
traduzir usando a mesma palavra nas duas línguas. Vejamos os seguintes casos: FJ Atos 14:23.
E,
tendo-lhes eleito anciãos
em cada igreja, tendo orado com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, no qual
haviam crido. ACF Atos 14:23
E, havendo-lhes,
por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao
Senhor em quem haviam crido. eleito = [1] Ceirotonhsantev (cheirotonesantes): levantar as mãos. Substitua “levantar as mãos” por
“eleito” nos versículos acima e veja o resultado. Exemplos como o acima existem muitos. A decisão pela palavra apropriada é do
tradutor e isto não se considera como sendo tradução por “equivalência
dinâmica”. Não existe equivalência dinâmica na
tradução de palavras. Existe equivalência dinâmica na tradução de idéias
formadas por frases ou frases idiomáticas, mas não por palavras. Se esta idéia
for colocada em prática pelas pessoas que a propõe, o Novo Testamento
consistirá de notas de rodapé e não do texto traduzido em si. E todas as versões, incluído a indicada no meio
fundamentalista, não seguem esta regra em inúmeros outros lugares. Se forem desprezar esta minha
versão por esta razão, terão que desprezar a própria versão que estão usando. Por
falar algumas línguas fluentemente identifico com
relativa facilidade aquilo que estou defendendo nesta questão. Se alguém prefere “não a conheceu” é uma opção pessoal mas não pode ser imposta como a vontade absoluta de Deus
para todos os brasileiros. Não devemos querer ocupar o lugar do Espírito Santo
de Deus na vida de outras pessoas. Ninguém é absoluto a não ser Deus e a Sua
Palavra! Nós humanos devemos sempre estar abertos ao diálogo, às críticas e às
sugestões! Abraços fraternais, Pastor Fridolin
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